A mulher ideal

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Em uma conversa de bar regada à álcool, quatro amigos conversavam sobre a vida. E sobre as mulheres.

“Como seria a mulher ideal para você?”

“Bem gostosa. Inteligente. Sem TPM. De cabeça aberta. E com um emprego legal.“

“Cara, se você arrumar uma mulher bem gostosa você não acha que ela pode trocar essa sua barriguinha de cerveja por um tanquinho? Não dá.”

“Então como é a sua mulher ideal?”

“Ela seria bonita, mas não aquela beleza que todos ficam aos seus pés. Uma beleza mais normal. Teria uma conversa boa. Gostaria dos meus filmes, porque vocês sabem, né? Tô cansado dessas mulheres que dormem no meio do meu filme favorito. Ela seria vaidosa na medida certa. E tomaria umas cervejas comigo.”

“Pera aí, você tá querendo um homem então? Porque ela teria que gostar dos seus filmes, beber cerveja que nem a gente, e ser mais ou menos vaidosa. Pô!”

“Vocês são todos babacas. A minha mulher ideal seria uma mulher independente. Que amasse seu trabalho e a sua vida antes de me amar. Uma mulher vaidosa, mas sem exageros. Que gostasse de livros e de conhecimento. Que cuidasse de si mesma e fosse louca por mim. Mesmo eu não sendo um David Beckham da vida. Acho que é isso.”

“Só o Edu falou que a mulher ideal não teria TPM. Vocês não querem isso também não? Uma mulher sem essas neuroses seria muito melhor, não?”

“Olha, eu gostaria muito de uma mulher sem TPM. Mas sei lá, acho meio improvável. E a TPM tem as suas vantagens.”

“O que?! Que vantagens? Ela chorando com propaganda de eletrônicos e um minuto depois virando o Huck? Sei não, viu…”

“Elas ficam bem loucas nesse período. Ficam tristes por qualquer coisa e depois extremamente irritadas. Mas elas precisam de nós na TPM, sabe? Precisam do nosso ombro para chorarem sem se sentirem tão sozinhas. Precisam que entendamos quando ficam irritadas. Precisam até de um pouco de carinho, se não for demais. E assim vamos acalmando a fera. Pelo menos foi assim com as minhas mulheres.”

As suas mulheres. Falando assim até parece que você é pegador, né?”

“Olha, vou te falar que eu tenho tesão por essa mulheres meio diferentes. Com tatuagem, piercing… Parece meio juvenil, mas essa coisa não convencional me atrai para caralho. Não sei se essa seria a minha mulher ideal, mas…”

“Eu gosto de mulheres tatuadas. Mas piercing? Aí não. É coisa de quem não saiu da adolescência. Sem falar que eu tenho medo de machucá-la e acabo não aproveitando direito.”

“Nada contra as tatuadas, mas gosto mais das que não tem. Acho que o corpo feminino é bonito demais para estraga-lo com rabiscos e desenhos. Prefiro sem nada mesmo.”

“Eu gosto das confiantes. Daquelas que ganham uns quilinhos e ao invés de surtarem, se acham mais gostosas ainda. Penso que quando a mulher se acha gostosa, ela fica gostosa. Confiança é sexy.”

“Concordo. Acho que é isso que tá faltando. Elas andam tão insatisfeitas com o seu corpo, e não tem nada de errado com ele! Elas são lindas e não enxergam isso. E por não enxergarem a gente passa a não enxergar também. Isso fez sentido?”

“Eu as acho lindas quando estão desarrumadas. Com aquele coque mal feito, olho meio preto da noite passada e uma camiseta gigante. E só. É muito sexy. Mais sexy do que qualquer lingerie, qualquer vestido vermelho.”

“Não dispenso nada disso, mas também acho que ficam extremamente charmosas.”

“Então qual é o nosso veredicto? Como é a mulher ideal?”

“Confiante.”

“Tatuada.”

“Sem tatuagem.”

“Independente.”

“Inteligente.”

“Acho que não estamos chegando em lugar nenhum.”

“Não sei se vou encontrar a mulher ideal, ou se ela vai ficar guardada nos meus sonhos. Mas se as mulheres pegassem 1% dessas características…”

“Mas aí elas não seriam elas mesmas.”

“E nem seriam confiantes.”

“Porra!”

“Acho que o verdadeiro veredicto é que não existe mulher ideal. Porque se existisse, ela estaria tentando nos agradar e essa atitude não demonstra confiança.”

“Então vamos beber às mulheres imperfeitas.”

“Confiantes.”

“Loucas.”

“Meio Huck.”

“Tatuadas.”

“Não tatuadas.”

“Mulheres, enfim.”

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Eu escolho os escritores

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Cansei de pessoas erradas. Cansei de escolher o caminho ruim. Chega. Dessa vez é pra valer. Agora eu só vou aceitar a companhia conjugal de um escritor.

Um escritor, vai entender quando eu quiser passar horas e horas na livraria. Ele não vai achar estranho o meu vício anormal em cheirar livros novos. E vai achar adorável a minha mania de ir sentindo com a ponta dos dedos os livros da livraria.

Um escritor não se importaria com o meu all star velho. Afinal de contas, é bem melhor gastar todo o meu dinheiro com livros. Aliás, ele mesmo também teria um all star velho. E sujo. Um escritor entenderia o meu silêncio após acabar um livro. E iria apreciar as longas horas que passaríamos lendo, cada um sentado na sua poltrona, mergulhado em um mundo novo.

Um escritor me ajudaria nos meus momentos de não-conseguir-escrever. E ouviria musica boa comigo. Como Radiohead. Ou Arctic Monkeys. Ele saberia que quando uma série termina, as lágrimas são quase obrigatórias. E sempre me presentearia com livros.

Eu quero um escritor porque cansei de pessoas que não me compreendem. Acham meus silêncios absurdos. E sempre acham que estou exagerando quando fico em luto após um livro acabar. Ou uma série. Ou até mesmo um conto. Sim, escritores são sensíveis.

Mas o mais importante de tudo: Escritores são intensos. Porque sabem que para ter uma boa história é preciso se entregar. E levam isso para a vida. E sabe o que mais? Escritores são sexy. Não uma beleza Zac Efron. Longe disso. Eles não tem bronzeado, nem aquela beleza óbvia. Escritores são desleixados. Tem um gosto de café amargo na boca e uma barba por fazer. Usam óculos. Não usam. Tem o cabelo bagunçado. E tem uma inteligência que é muito difícil de resistir.

Escritores são reais. Sabem sentir. Nos entendem. E também gostam mais de observar do que participar. Como eu. Escritores são tudo o que uma garota precisa. Agora eu só preciso achar o meu.

Cadê seus textos, Ana?

Oi gente! 

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Bom, eu não sei se vocês notaram, mas do ano passado para cá os meus textos meio que sumiram. Eu não desisti de escrever e muito menos saí dessa vida, tá? É por pura falta de inspiração. E falta de ter o que dizer. Deixa eu explicar melhor: O ano passado eu estava namorando, lembram? E namorei por um bom tempo. E isso foi bom, porque toda semana tinha um texto diferente! Estar em um relacionamento me inspirava, digamos assim, a escrever. Mas no fim do ano, eu acabei terminando e não tinha mais inspiração. Apenas triste. Acho que vou arrumar um outro relacionamento para minha escrita render! haha. Ok. Não. 

O problema é que eu não lembro de ficar sem um amorzinho sabe? Nem que fosse uma paixão platônica! E agora eu não estou mais nessa fase. Sei lá, eu estou pensando em outras coisas, fazendo outras coisas. Não tem espaço para isso na minha vida, atualmente. E aí os textos ficam lá, chorando, abandonados. Mas eu juro que tento! Tento mesmo. Eu abro a página do word e ela fica lá me encarando, se perguntando se não vou preenchê-la. É que falta pauta, sabe? Quando eu namorava, eu tinha o que dizer. Sentia um turbilhão de coisas e precisa escrever para me sentir melhor. E agora… O que eu vou escrever? Sobre meu curso? Sobre os livros que estou lendo? Argh! 

Mas desde umas semanas atrás isso mudou um pouquinho. A minha avó me inscreveu em um curso de escrita criativa, e eu estou sendo obrigada a escrever. Mas é muito, muito bom. Eu recomendo à todos que gostam de escrever. Na verdade, esse curso é como uma tradição literária dos americanos. Quase todo autor que eu amo fez esse curso por lá. Mas aqui é bem raro! Eu nem acreditei quando vi. Mas meu professor é um amor, ele estudou fora e fez esse curso na Inglaterra. É bem engraçado vê-lo tentando traduzir os termos em inglês para a gente! 

Lá no curso funciona assim: Ele explica para a gente o gênero que vamos escrever. Mostra filmes, trechos e etc, e então nos separa em grupos. Na aula seguinte o primeiro grupo tem que trazer o texto pronto e o resto do pessoal leva o para casa. Então, na aula seguinte, eles contam o que acharam do texto. Fazem críticas, as vezes positiva, as vezes não. Eu adorei ouvir o que as pessoas acham do meu texto. É meio difícil ouvir uma crítica ruim, confesso, mas muito útil. Eu estou amando, de verdade. 

Mas enfim, como eu estava falando… Estou fazendo esse curso que ”obriga” as pessoas a escreverem. Então acho que vou voltar a escrever logo. Mesmo que devargazinho. E, se quiserem, eu posso postar os textos que escrevi para o curso aqui. O que acham? 

Bom gente, é isso. Eu só queria dar uma satisfação para quem gostava dos meus textos. E… hehe, tenho uma surpresinha: Vocês acreditam que uma pessoa bem maluca quer publicar meus textos? É GENTE, DE VERDADE, NO PAPEL! <3 

Mas calminha que não vai ser um livro todo meu não. É uma coletânea de contos/crônicas, e a editora que está fazendo viu um texto meu na internet, gostou e entrou em contato para eu participar desse livro! Acreditam? Eu estou sem acreditar até agora. 

Na verdade, esse livro faz parte de um projeto muito, muito legal! Chama Palavra é Arte, e o foco dele é publicar escritores talentosos desconhecidos e divulgar em escolas particulares e nas secretarias de educação da cidade dos autores (são mais ou menos 18 escritores por livro!). Infelizmente o livro não vai estar nas livrarias, já que eles tem um foco maior nas escolas, mas olha só: um sonho já está realizado. 

Eu estou muito, muito, muito feliz e queria compartilhar isso com vocês <3. Apesar de ter uma divulgação mais forte nas escolas, se vocês quiserem, eu posso adquirir mais exemplares para vender para vocês. Depois me digam o que acham da ideia! 

Obrigada por tudo, seus lindos! <3 

 

Chegadas e Partidas

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Alguns hábitos precisam ser renovados, restaurados ou descartados. Assim como as pessoas. Pode vir chorar no meu ombro, eu sei muitíssimo bem o quanto isso é difícil. O quanto dói. É confortável e fácil ficar preso na rotina, mesmo que ela te faça sofrer. Ficar preso ao sofrimento não é agradável, mas é confortável, porque você sabe o que te espera. Mas quando decide jogar tudo para o alto e dizer adeus, tudo pode acontecer. E isso é terrivelmente assustador. Mas é um mal necessário.

Existem casos e casos, mas nós temos que ter o bom senso de olhar para a situação e perguntar para dentro se vale a pena, mas seja sincero consigo mesmo. Eu já estive em um relacionamento terrível, onde eu só brigava, brigava e brigava. Era uma paixão devastadora e violenta. E na primeira oportunidade, a pessoa caiu fora. Eu me lembro que na época achava que a minha vida tinha acabado, que tinha perdido o amor da minha vida. Eu perdi todo o meu orgulho e passei a me humilhar para ter a pessoa de volta, e assim que caí na real e percebi que não estava em um filme francês, me perguntei como me submeti a tudo aquilo. Pessoas que tentam te mudar, pessoas que fogem de tudo, pessoas que te humilham, pessoas que não te dão o devido valor, pessoas que agem como se você fosse a maior sortuda por estar ao seu lado. Essas não valem a pena. Fuja delas.

Agora eu percebo que não existe relacionamento perfeito e nunca vai existir, mas acredite, tem sim alguém nesse mundo que vai te ver sem maquiagem, com o cabelo todo bagunçado e pijama de bichinho que a sua avó te deu de natal, e mesmo assim, te achar a menina, a mulher, a pessoa mais linda desse mundo. E ele ou ela, vai te dizer isso todos os dias. Com os tempos modernos a gente acabou se convencendo que não existe mais esse tipo de coisa, não existe mais esse tipo de relacionamento, mas quer saber? Existe sim. É óbvio que nem todo dia vai ser um mar de rosas, vocês vão atravessar por fases ruins, mas é isso que difere um relacionamento do outro, as tais fases ruins… Você (e o seu namorado/namorada) que vão decidir se a tal fase ruim vai ser o grande ponto final de tudo, ou se vocês vão enfrentá-la, e atravessá-la juntos.

Abra os olhos para os relacionamentos devastadores. Abra os olhos para as pessoas. Mesmo quando você as ama. Se enxergue melhor. Faça as coisas que você ama. Tire o dia só para você. E então, se deite no chão e pense em quem você gostaria que estivesse ali, com você. E seja quem for que você imaginou, não desista dela.