Sobre perfeição e futuros amores

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Enquanto andava na rua, o vento gelado cortava o meu rosto e sacos de plástico dançavam no ar. Eu me sentia dentro do filme American Beauty, um dos meus favoritos. E enquanto o saco flutuava pelo ar, zombando de todos nós, eu percebi que me sentia bem. Sim, eu me sentia bem. E fazia muito tempo que não me sentia assim.

O vento gelado em meu rosto me lembrava das minhas viagens à cidades grandes. E com o vento queimando minhas bochechas, me sentia em algum grande centro comercial. Me sentia em São Paulo ou no Rio. A procura de barzinhos e talvez, um boêmio para me acompanhar na madrugada a fora.

Com o simples ato de o vento soprar meus cabelos, me lembrei de que meu coração, esse músculo maldito, já estava curado. E pronto para outra. E que, além disso, estava começando a ficar quentinho novamente.

Minha imaginação fértil, começava a me imaginar daqui à uns anos. Talvez com alguém do meu lado, quem sabe? Gosto de ter uma boa companhia ao meu lado. Não qualquer uma, mas quando a pessoa certa aparece é sempre aquela explosão de foguetes na cabeça da gente. É bom.

E logo eu, que sempre fui a menina tímida que se escondia pelos cantos, passei a me mostrar mais. E com o tempo acabei me acostumando a ser elogiada. Criticada. E até mesmo ser chamada de mulher. Mas a menina insegura que existia dentro de mim, sempre se pronunciava. As vezes. Agora acho que ela está sumindo. Estou engordando, e feliz por isso. Não tenho mais corpo de menina, e ver isso me deixa espantada. E feliz. Como brigadeiro sem culpa. Vou à academia, sim, mas sem pressão. Só quero ser saudável. E felicidade para mim significa paz. É isso que procuro, e que sempre procurei. Ainda procuro alguém que me traga paz no olhar.

Olhar meu, míope. Além dos meus peitos pequenos e traumas que carrego comigo. Eu não sou perfeita, sou real. E isso já está de bom tamanho. Não procuro a perfeição. Nem em mim nem em ninguém. Sei que ela é impossível de ser alcançada, e se tentarmos busca-la, nos tornamos mais miseráveis ainda. Ser real é a melhor coisa que uma pessoa pode ser.

Estou feliz comigo mesma. Com as minhas pernas compridas que sempre odiei. Com as pequenas marcas de espinha que sobraram da adolescência. Até mesmo com as minhas estrias. Eu sou real, não perfeita. E se você quer saber mesmo, desde que decidi ser assim, minha bunda dobrou de tamanho, assim como meus peitos. E mesmo, as vezes, ficando chateada quando percebo que não sou tão magra quanto costumava ser, todas as pessoas dizem que pareço muito melhor. Com cara de saúde. Sem aquele rosto afundado e meio encovado que eu tinha. E então toda aquela besteira sai da minha cabeça. Nós somos mulheres. E mulheres tem curvas. Então vamos nos desapegar das garotinhas magricelas que ainda vem nos visitar de vez em quando, e celebrar nossos corpos cheio de curvas e estradas. Cheios de beleza nos mínimos detalhes. Vamos celebrar os nossos defeitos que nos tornam tão bonitas, e tão… Nós. Vamos ficar felizes pelo nosso gosto musical ser maravilhoso e por sermos pessoas inteligentes. Vamos parar de pensar em ‘’peso ideal’’ e toda essa besteira que as revistas femininas pregam. Nós temos uma beleza real. E isso nos torna mais bonita do que qualquer modelo que tem que vomitar o seu almoço para permanecer daquele jeito.

Um dia, você e eu iremos encontrar alguém de verdade também. Alguém sem máscaras, e que seja simplesmente ela mesma. Iremos encontrar alguém que nos elogie, mesmo de manhã. Mesmo que não sejamos a capa da Vogue. Mesmo que nossa maquiagem esteja toda borrada. E ele ainda vai nos achar linda, de verdade.

Ele vai tirar o seu óculos, e mesmo sem enxergar nada, ele vai ser o borrão mais lindo que você já viu. E você vai se sentir transbordar. Não esqueça nunca, você irá transbordar e não se completar.

E ele vai fazer com que você se sinta a mulher mais linda do mundo. Mais ainda, porque, convenhamos, a sua autoestima já está ótima, né? Somos reais e não perfeitas. Mas somos lindas exatamente por isso.

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Qual são a de vocês?

Oi, meninas! Então, eu sou a Yasmin, a nova colaboradora. Estou extremamente feliz de estar aqui! No meu primeiro post, eu vou falar sobre manias.

Todos nós temos manias, algumas bizarras, outras normais, algumas que odiamos e outras que reconhecemos que nos fazem bem. Eu, por exemplo, tenho mania de rir atoa, e de chorar por tudo. Isso! Por tudo mesmo, choro por tristeza como também choro por felicidade, choro por saudade, por decepção, e principalmente por raiva. Tenho uma mania incontrolável de querer tudo do meu jeito, tenho mania de não querer dividir nada com ninguém. Tenho mania de escrever para tentar esvaziar minha alma. Tenho mania de falar alto, tenho mania de querer a atenção de todos só pra mim. Tenho mania de dar gargalhada sozinha, tenho mania de falar comigo mesma. Tenho mania de chorar sem motivo. Tenho mania de proteger as pessoas que eu amo, tenho mania de amar poucos e estes poucos eu amar demais. Tenho mania de querer o bem das pessoas sem pensar no meu, tenho mania de relembrar momentos que não convêm. Tenho mania de chorar por coisas que já passaram. Tenho mania de brigar comigo mesma. Tenho mania de gritar e implicar com quem eu amo. Tenho mania de me sentir confusa sem necessidade. Tenho mania de parar no tempo. Tenho mania de querer viver um dia de cada vez. Tenho manias incontroláveis, mania de mexer no cabelo que embora eu mesma não perceba todos à minha volta veem. Mania de ficar nervosa do nada. Mudo de humor trilhões de vezes no mesmo dia.

É difícil conviver comigo, e com as minhas manias, mas o que eu posso fazer? Isso são coisas que eu não mudo. Que eu não consigo mudar. Faz parte da minha personalidade, faz parte de mim, da pessoa que a vida me tornou. Eu sou complicada, é difícil de me entender. Até eu mesma me perco ás vezes.

Todos nós temos manias que definem que nós somos, são os traços das nossa personalidade. Me conte nos comentários qual são suas manias!

Beijos e até a próxima semana!

Sobre fins

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As lágrimas e o esmalte descascado não podem mentir: Acabou. É isso, então? Um flashback dos seus melhores momentos vem a sua mente e você não consegue respirar. O ar te escapa. E quanto mais você tenta respirar, mais lágrimas descem. Você se lembra de quando completaram um mês de namoro, e prometeram que seria o primeiro mês de muitos. Mas aquele tempo já foi deixado para trás. Vocês não podem acabar. Simplesmente não podem. E por que? Invente a sua desculpa mais boba. Tente se agarrar a um barco naufragado. Não adianta. Não é mais uma daquelas situações em que vocês brigam, ele ‘’termina’’ com você, mas logo depois vocês contornam a situação e estão bem novamente. Não. Não dessa vez. Agora é para valer.

Mas como você pode pensar isso de um cara que algum tempo atrás te amava mais que tudo? Faria tudo por você. E você por ele. Como você pode deixar o cara que você pensava ser o amor da sua vida ir embora? Respira. Talvez ele não seja o amor da sua vida. Onde ele estava quando tudo começou a dar errado? Lembra de quando você passou a noite do lado do telefone, só esperando uma ligação dele, nem que fosse para dizer besteira? Ele não ligou, né? Tudo que você precisava era de uma ligação. Por que ele sempre está certo e você sempre está errada? Por que? Mesmo que ele faça uma besteira e vocês comecem a discutir, ele consegue te convencer de que você está errada e ele que é o certo da história. E no fim, da vontade de ir correndo pedir desculpas, mas você estava mesmo errada? Talvez não.

O amor é uma luta diária, mas com o passar do tempo, nos esquecemos de lutar e nos acomodamos. E é aí que mora o perigo. Porque no fim não adianta lutar. Sabe qual é o verdadeiro problema? Quando uma pessoa está muito dentro do relacionamento, fazendo de tudo, se esforçando e querendo que dê certo e a outra pessoa fazendo o mínimo. É horrível. É sempre horrível. E o que não sai da sua cabeça é aquelas perguntinhas malditas: Como ele está agora? Será que ele está tão mal quanto eu? Ele está pensando em mim? Ah claro que não, droga! Como que a vida dele está?

Não negue, eu sei que você já pensou isso. É completamente natural e devastador, porque você estava acostumada a saber praticamente da vida da outra pessoa e agora é só você de novo. A solidão enche os teus pulmões. E ele poderia fazer tudo ficar bem outra vez. Só com algumas palavras. Só com um sorriso. Só dizendo que ainda pensa em você. Mas você só estaria adiando sofrimento, porque todos os problemas entre vocês não irão embora em um passe de mágica. Você sabe disso, mas mesmo assim é tão difícil deixa-lo ir. É uma droga, não é?

Mas de repente os dias se passam, e quando você olha no calendário recebe um soco no estômago. Esse dia. Essa droga de dia. Esse dia deveria ser banido do calendário! Mas continua existindo, está lá, firme e forte como sempre esteve. E de repente, não há outro jeito… Você já tentou de tudo, já se distraiu de todas as formas possíveis, mas não dá mais. Você se entrega. É preciso. As lágrimas começam a escorrer pelo seu rosto e você coloca em repeat todas as musicas que eram de vocês dois. Sem falar no sorvete de flocos e nas comédias românticas. Será que ainda dá para chorar mais? Você não está satisfeita. Corre para o computador procurando as conversas de vocês dois. E depois olha o resto no seu celular. Você sorri. Queria voltar no tempo. Queria conseguir rir com ele. Queria isso novamente. Suas mãos procuram as deles. Você procura seus olhos. Por que ele não mandou uma mensagem? Uma carta? Qualquer coisa. Você não consegue acreditar que tenha acabado de verdade. Você sempre achou que ele iria atrás de você, dizendo como você é diferente das outras, como ele fazia antes. Mas ele não disse uma palavra. Só concordou com tudo e foi embora. Ele te deixou ir. E continuou vivendo do mesmo jeito. Chega a ser patético.

Mas o dia acaba. É a melhor descoberta do século: Dias ruins também acabam. E mesmo que no dia seguinte você acorde com o olho vermelho, será o olho vermelho de uma pessoa dez vezes mais forte. E com o tempo, o rosto do seu antigo amor não passará de um borrão. Sim, pode soar estranho agora, mas é verdade. Aquele mesmo rosto que você conhecia tão bem, vai se transformar em um borrão sem forma. E logo em seguida você não terá certeza qual dia do mês vocês começaram a namorar. Em quê mês foi mesmo? Tudo o que irá importar de verdade serão as boas lembranças de vocês. E você irá sorrir ao se lembrar delas.

Solidão

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No fim de uma segunda-feira quente, me pego pensando: ‘’Não quero ser sozinha. Não quero ficar sozinha.’’ É muito assustador isso, sabe? Fico olhando para o teto, com os olhos ardendo, mil livros jogados em cima da cama, pensando em como estou sozinha enquanto La Valse des Monstres ecoa pelos meus ouvidos. Eu não quero ficar sozinha. Não quero ficar sozinha. Não quero ficar sozinha. Talvez seja esse o motivo das pessoas praticamente se jogarem em cima das outras, das famosas periguetes, ou até de quem fica em um relacionamento mesmo sem gostar da outra pessoa. Solidão. Fazia tempo que ela não me visitava, viu? Eu estava muito ocupada, sentindo outros gostos, outros cheiros, outras vozes. Mas ela nunca vai embora, não… Ela só fica ali, quietinha, sem deixar você perceber que está ali. E então, quando menos esperamos, puf, ela aparece. E as noites de risos e conversas são trocadas pela nostalgia, vazio e solidão.

Eu aprendi a parar de pedir para as pessoas não irem embora. Todos irão, eventualmente. Aprendi que realmente nascemos sozinhos e morremos sozinhos, mas o meio entre o nascimento e a morte pode ser desfrutado com uma boa companhia. Mas nem sempre. Nem todo dia. A solidão sempre aparece para dar um susto na gente, e quer saber? Até acho bom. Porque só quando a solidão aparece que damos valor na companhia da outra pessoa. Mas aí, meu amigo, já é tarde demais. Nós precisamos enfiar uma coisa na cabeça: Nada dura para sempre. Nem a alegria, nem a tristeza. Um dia passa. Um dia acaba. Um dia…

Talvez sejam apenas devaneios de uma mente conturbada, mas eu realmente acho que a vida seja isso mesmo. Não cheia de momentos, como todos os baladeiros costumam dizer. Mas cheia de pessoas. De histórias. De idas e vindas. Pessoas chegam e partem o tempo todo, principalmente na nossa vida. Ainda tento achar um jeito de lidar com isso, principalmente com as partidas. Não que as chegadas sejam fáceis, porque não são nem um pouco. Há insegurança, medo, timidez… Sentimentos que podem ser tudo, menos agradáveis. Mas as partidas são terríveis. Porque as pessoas partem antes de irem embora fisicamente. Elas simplesmente vão embora, deslizam pelos nossos dedos e se vão. E nós, bobos como só conseguimos ser, tentamos nos agarrar ao máximo. Tentamos puxar as pessoas de volta. Nos grudamos até o último fio de cabelo delas irem embora também. E quando elas vão, nada parece real. Tudo parece da nossa imaginação, como em um pesadelo, e criamos a fantasia de que aquela pessoa irá voltar a qualquer momento. Mas não é isso que acontece. E então temos que lidar com a sua ausência.

Mas eu não tenho essa coisa de ‘’Ah! Ele foi embora… Tudo isso para nada’’, não penso assim. As pessoas sempre vão ir embora, mas não é por isso que o tempo em que ficaram na nossa vida devem ser subestimados. Cada pessoa que passa pela nossa vida deixa algo deles em nós. Somos colhedores de histórias, palavras, histórias e piadas. Não podemos nos lembrar só das coisas boas, porque se o fizéssemos seríamos extremamente masoquistas, mas também não podemos nos lembrar só das ruins. Tente se lembrar de como realmente foi. De tudo. E perceba que com isso você aprendeu. Cresceu. E se tornou mais você ainda. Isso vale muito a pena.

Não culpe a sua solidão. Ela é subestimada e incompreendida. Mesmo que no começo ficar completamente sozinha seja bem assustador, só nesses momentos que conseguimos nos conhecer. Que pensamos no que realmente gostamos por nós mesmos. Que fazemos as escolhas mais importantes. E sim, ficar olhando para o teto em uma segunda-feira quente não é nada legal, principalmente com tanta gente interessante pelo mundo, tantas conversas para serem realizadas, tantos abraços, tanta coisa. Mas para isso tudo precisamos de um tempo com nós mesmos. E isso só a solidão pode proporcionar.

A última despedida

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A matemática está completamente enganada. Nem sempre 1 + 1 acaba em 2. Na verdade, raramente acaba em 2. As vezes é 1 disfarçado de 0, ou de 2. Ou é 1 mesmo, mas não se transforma em 2. Um exemplo óbvio disso somos nós. Quer dizer, eu e você. O amor acaba? Não sei, não posso ter certeza. E agora, que estamos juntos novamente, sinto que o fim está mais próximo do que quando estávamos separados. Não parece certo. Não estamos juntos de verdade. O silêncio fala muito alto e nunca fomos assim. O que antes era carinho e riso, se transformou em acusações, gritos e borrões.

E então você some. Sem deixar rastros, sem despedida. No começo eu fico desesperada, ligando, mandando e-mail, cartas e colocando a tua foto no jornal. Mas depois de alguns dias eu paro de te esperar. Troco a roupa de cama, guardo os presentes que você me deu em uma caixa e mudo os móveis de lugar. Pinto as paredes da cor que eu sempre quis, mas que você nunca gostou. Faço tudo que sempre quis sem você por perto para me impedir.

E quando a sensação de liberdade se esvai e a saudade começa a me corroer por dentro você volta assim como foi, de repente e pronto para me bagunçar novamente. E aí o ciclo se repete… Por algumas semanas tudo corre perfeitamente bem. Nos (re)apaixonamos loucamente um pelo outro, e passamos os dias juntos, sem ter a coragem de nos separarmos por um minuto. Então os dias de sol são substituídos pela tempestade e as brigas retornam. No começo é bem inocente… Eu fico chateada porque você ficou o dia todo sem dar sinal de vida e você me beija. No dia seguinte você sente uma dor de cabeça terrível e não pode ficar comigo, mas é óbvio que pode passar a noite tomando cerveja com os amigos. Você não me liga por falta de tempo, mas tem tempo de sobra para atualizar o facebook e falar com aquela loira peituda por horas. E sempre que eu vou falar alguma coisa você consegue me deixar mal. ‘’Eu vi meus amigos porque minha tia avó morreu e eu estava muito triste, então eles foram me ver.’’ ‘’Fiquei o dia todo sem te ver porque aquela minha alergia maluca atacou, amor… E eu conversei com a loira peituda porque ela é a minha amiga lésbica… Ainda quer que eu vá a merda?’’ ‘’Eu sempre confio em você, independente de qualquer coisa… se eu ver o sinal vermelho e você disser que está verde, eu acelero e vou em frente, então por que diabos você não confia em mim?’’ E eu calo a boca, como se eu que tivesse pisado na bola. E não tenho coragem de suspeitar das suas desculpas, porque você me faz sentir culpada, a namorada psicótica. E aí você some novamente. Dizem que o amor não deveria machucar. E percebo que o nosso ‘’Que seja doce’’ já está amargo. Mas muito doce enjoa, não é? Não sei… E quando o amor machuca? Continua sendo amor? Mesmo te machucando o tempo todo? Também não sei. Mas tenho a incerta certeza de que te amo. Mas não sei muito bem.

Talvez a minha necessidade de você não seja muito saudável. Mas eis o problema: Eu não quero precisar de você. Não quero precisar de ninguém. Não quero me sentir culpada por sentir olhares na rua e gostar disso. Não quero ter que me desfazer de todos os amigos que gostam de mim além da amizade. Sempre tive amigos que queriam ter algo comigo, e nunca me desfiz deles. Sempre fui acostumada a me sentir desejada e querida, mas nunca me senti culpada por tal coisa.

Sabe o mais triste de tudo? Eu perdi a admiração por você. Até o respeito. Dizem que isso acontece quando a pessoa só te traz decepções. Talvez seja isso. Mas… Você se acha tão especial, tão superior, não é? E você não é. Suas fotos me enjoam. Suas histórias me dão sono. Seus amigos me dão nojo. Não aguento mais sentir vergonha alheia pelas coisas que você compartilha nas redes sociais. Mas, ainda assim, não consigo me desfazer de você. Mesmo com tudo isso, ainda te amo. Sei que dizendo assim parece meio louco, mas é verdade. Eu te amo, só não gosto mais de você. Eu te amo, só não estou mais apaixonada por você.

E me dói saber que, se me desfizer de você, vai ser para valer dessa vez. Se eu realmente fizer isso, tudo vai acabar. Você vai ficar triste por um tempo, mas depois vai ficar feliz de novo. E eu não vou estar do seu lado. Não vou ser quem você vai procurar para desabafar. Ou chorar. E isso causa uma sensação desconfortável no estomago. E, para ser sincera, dá um preguiça também. Você é quem conhece todos os meus segredos sombrios. Todas as partes escondidas de mim. É muita coisa que foi construída com o tempo, e dá uma preguiça de ter que construir isso de novo com outra pessoa. Principalmente sabendo que a outra pessoa pode fugir.

Mas nunca fui acomodada. Não vou ser agora. Então vai. Mas vai de verdade. Agora você não pode voltar. Vai sem olhar para trás. Só… vai.