Resenha: The Life of Pi

Ultimamente eu ando tentando ler os livros antes de ver os filmes. E isso gera um grande impasse porque, hoje em dia, a maioria dos filmes são baseados em livros. E eu sou completamente cinéfila. Então não poder ver os filmes enquanto não leio os livros é realmente uma tortura. Eu já baixei tudinho no meu computador, mas, infelizmente ainda não vi On the Road, Anna Karenina, Les Miserables, dentre outros. Mas, finalmente, consegui ler The Life of Pi. E logo que terminei, fui correndo ver o filme. Então, essa vai ser uma resenha de livro e filme. Ok?

O livro.

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Logo que vi o livro nas Lojas Americanas, comprei na hora. E o li muito rápido. Não é um livro prazeroso de ser lido, confesso. É agonizante. Dá uma sensação ruim no estômago e vontade de largar o livro. As descrições são aterrorizantes. E você passa a se perguntar como alguém consegue sobreviver nessas circunstâncias. Mas eu fui corajosa, e mesmo quase tendo um ataque de pânico quando os tubarões apareciam, e sentindo um enjoo quando ele descreve a falta de água e os meios que ele lutava para consegui-la, eu fui até o fim. E não me arrependi.

Para alguns, a primeira parte do livro é chata. Mas eu gostei. Achei muito apropriada a forma como ele mostra o dia-a-dia, e as peculiaridades do Pi antes de mostrar-nos a sua luta pela sobrevivência. Na primeira parte, o autor nos conta sobre o menino indiano. Fala sobre as suas excêntricas e diversas crenças religiosas, seu amor pelos animais, a sua relação com a família e etc. Até que os seus pais decidem se mudar para o Canadá, para dar uma melhor condição de vida para os seus filhos. E aí a coisa fica feia. Ocorre um acidente no navio e o nosso héroi, Piscine se encontra em um bote com animais selvagens.

Uma coisa que não consegui compreender é como tinha tanto espaço em um bote para caberem aqueles animais. Afinal de contas, um tigre e uma zebra ocupam muito espaço, né? Talvez eu esteja enganada, mas um bote não é tão grande como eles mostram no filme. E enquanto estava lendo o livro não conseguia visualizar. Principalmente porque o autor descreve muita coisa dentro do bote, e eu não consegui imaginar. Mas tirando esse detalhe, o livro é bem bacana. Muito bem escrito e como eu disse, consegue te deixar enjoado. E desconfortável. Não tem como fazer uma leitura agradável de Life of Pi.

No fim do livro, o autor nos deixa uma dúvida que é cruel. Alguns acharam genial, mas eu não consegui digerir. Não gostei nada. Fiquei em uma dúvida eterna e extremamente irritada com o escritor. Não vou dar nenhum spoiler, então se você está curioso para saber, vá ler o livro! E depois me diga se gostou, ou se ficou irritada como eu.

O ponto forte do livro, para mim, foi como ele nos faz sentir as mesmas coisas que Pi. Enquanto estamos emersos no livro, aquela situação toda é real para nós. Nos angustiamos, sentimos sede, fome e tudo mais que Pi sente. E por isso que é tão desagradável. Eu tenho fobia de tubarão. Quando vou para a praia, raramente entro no mar. E quando entro, é por pura pressão familiar. Então vocês podem imaginar qual foi a minha reação enquanto lia a descrição exata de tubarões mortais rondando e até batendo a cabeça no bote de Pi. Eu parava de ler, ficava sem ar, me escondia no livro… E tudo o que vocês podem imaginar. E é exatamente isso que faz uma boa literatura. Essa sensação de ser real.

O filme.

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Assim que terminei de ler, fui para a locadora pegar o filme. E apesar de não ser em 3D, como nos cinemas, foi uma experiência incrível. Talvez eu esteja enganada, mas eu não me lembro de ler no livro um romance entre Pi e uma indiana. Isso aparece muito forte no filme. Mas tirando isso, o filme é bem fiel ao livro. Mostra tudo que lemos na primeira parte e na segunda. Felizmente no filme eles não colocaram os tubarões (Ufa!), acho que não incluíram porque seria muito caro e muito difícil de fazer. Pode ser isso. E eu sou eternamente agradecida. Todas as dúvidas que tive em relação ao bote, foram solucionadas por um bote bem grandinho, no filme. Mesmo sendo meio irreal, foi uma solução bem pensada, porque assim coube todos os animais e o Pi, direitinho.

Preciso bater palmas para o efeitos visuais. Ficou perfeito! Eu jurava que o tigre era real. E como o diretor (eu acho) disse: quase tudo no filme é falso! Hahaha. Mas é por conta dos efeitos visuais, né? Não dava para por um tigre de verdade lá sem que ele arrancasse a cabeça do ator. Um brinde à ciência e à tecnologia!

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Eu  sou grata por ter lido o livro e visto o filme. Com Life of Pi, eu percebi que nunca sobreviveria caso ocorresse algum problema com o navio. Sério. Eu iria morrer nas primeiras semanas. De jeito algum iria ser tão corajosa (ou estúpida) como o Pi. E mesmo um tigre sendo uma constante ameaça, eu não ia conseguir me controlar e iria abraçá-lo e fazer carinho porque tigres são gatinhos grandes, owwww (só que não).

Assim como o livro, o filme deixa aquela irritante pergunta no ar. Sinceramente, para mim foi isso que não fez o livro/filme ser melhor. Contar-nos aquela história toda para depois deixar uma questão daquelas no ar, foi muita covardia. De verdade. Argh. Não me conformo!

Mas tirando esse pequeno detalhe, tanto o livro quanto o filme são incríveis. E recomendo à todos que têm estomago forte. Mas olha lá hein, cuidado com os tubarões!

P.s: Existe uma polêmica muito grande desde que Yann Martel publicou o livro. Muitos dizem que foi uma plágio descarado de Max e os felinos, do escritor brasileiro Moacyr Scliar. E olha, não é só porque o autor é brasileiro que ficou por isso mesmo não, viu? Foi muita polêmica. Os jornais norte-americanos publicaram essa história, e foi decisão do Moacyr deixar por isso mesmo. Muito classy ele, não? Se vocês se interessarem, existe um vídeo dele falando a respeito dessa história.

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Cadê seus textos, Ana?

Oi gente! 

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Bom, eu não sei se vocês notaram, mas do ano passado para cá os meus textos meio que sumiram. Eu não desisti de escrever e muito menos saí dessa vida, tá? É por pura falta de inspiração. E falta de ter o que dizer. Deixa eu explicar melhor: O ano passado eu estava namorando, lembram? E namorei por um bom tempo. E isso foi bom, porque toda semana tinha um texto diferente! Estar em um relacionamento me inspirava, digamos assim, a escrever. Mas no fim do ano, eu acabei terminando e não tinha mais inspiração. Apenas triste. Acho que vou arrumar um outro relacionamento para minha escrita render! haha. Ok. Não. 

O problema é que eu não lembro de ficar sem um amorzinho sabe? Nem que fosse uma paixão platônica! E agora eu não estou mais nessa fase. Sei lá, eu estou pensando em outras coisas, fazendo outras coisas. Não tem espaço para isso na minha vida, atualmente. E aí os textos ficam lá, chorando, abandonados. Mas eu juro que tento! Tento mesmo. Eu abro a página do word e ela fica lá me encarando, se perguntando se não vou preenchê-la. É que falta pauta, sabe? Quando eu namorava, eu tinha o que dizer. Sentia um turbilhão de coisas e precisa escrever para me sentir melhor. E agora… O que eu vou escrever? Sobre meu curso? Sobre os livros que estou lendo? Argh! 

Mas desde umas semanas atrás isso mudou um pouquinho. A minha avó me inscreveu em um curso de escrita criativa, e eu estou sendo obrigada a escrever. Mas é muito, muito bom. Eu recomendo à todos que gostam de escrever. Na verdade, esse curso é como uma tradição literária dos americanos. Quase todo autor que eu amo fez esse curso por lá. Mas aqui é bem raro! Eu nem acreditei quando vi. Mas meu professor é um amor, ele estudou fora e fez esse curso na Inglaterra. É bem engraçado vê-lo tentando traduzir os termos em inglês para a gente! 

Lá no curso funciona assim: Ele explica para a gente o gênero que vamos escrever. Mostra filmes, trechos e etc, e então nos separa em grupos. Na aula seguinte o primeiro grupo tem que trazer o texto pronto e o resto do pessoal leva o para casa. Então, na aula seguinte, eles contam o que acharam do texto. Fazem críticas, as vezes positiva, as vezes não. Eu adorei ouvir o que as pessoas acham do meu texto. É meio difícil ouvir uma crítica ruim, confesso, mas muito útil. Eu estou amando, de verdade. 

Mas enfim, como eu estava falando… Estou fazendo esse curso que ”obriga” as pessoas a escreverem. Então acho que vou voltar a escrever logo. Mesmo que devargazinho. E, se quiserem, eu posso postar os textos que escrevi para o curso aqui. O que acham? 

Bom gente, é isso. Eu só queria dar uma satisfação para quem gostava dos meus textos. E… hehe, tenho uma surpresinha: Vocês acreditam que uma pessoa bem maluca quer publicar meus textos? É GENTE, DE VERDADE, NO PAPEL! <3 

Mas calminha que não vai ser um livro todo meu não. É uma coletânea de contos/crônicas, e a editora que está fazendo viu um texto meu na internet, gostou e entrou em contato para eu participar desse livro! Acreditam? Eu estou sem acreditar até agora. 

Na verdade, esse livro faz parte de um projeto muito, muito legal! Chama Palavra é Arte, e o foco dele é publicar escritores talentosos desconhecidos e divulgar em escolas particulares e nas secretarias de educação da cidade dos autores (são mais ou menos 18 escritores por livro!). Infelizmente o livro não vai estar nas livrarias, já que eles tem um foco maior nas escolas, mas olha só: um sonho já está realizado. 

Eu estou muito, muito, muito feliz e queria compartilhar isso com vocês <3. Apesar de ter uma divulgação mais forte nas escolas, se vocês quiserem, eu posso adquirir mais exemplares para vender para vocês. Depois me digam o que acham da ideia! 

Obrigada por tudo, seus lindos! <3