Dia mundial do livro: Vamos ler mais?

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Hoje, 23 de abril, se comemora o dia mundial do livro! Sabe o que aconteceu nesse tal dia 23, para escolherem como o dia do livro? William Shakespeare e Miguel de Cervantes morreram. Por representar o aniversário de morte de duas figuronas da literatura, a data ficou marcada no nosso calendário e permanece lá.

Nesse dia mundial do livro, eu venho à vocês com um apelo: Vamos ler mais. Não é com dinheiro, poder ou bombas nucleares que se constrói uma nação. É com livros. O meu maior medo é que as pessoas leiam ainda menos. Pensem comigo, a tecnologia evolui, e como! Mas, ultimamente, a maioria das grandes evolução foram para o lado das inutilidades, redes sociais, ou seja, perda de tempo! Cadê os grandes avanços onde realmente precisamos, para o lado da ciência? Imaginávamos que agora já estaríamos com alta tecnologia, viajando para a Lua como pegamos um vôo para São Paulo. Mas em vez disso, estamos enfurnados no Facebook. E não lemos.

O grande problema é que a chave para uma grande civilização é o conhecimento, e o obtemos através dos livros. Então por que ninguém gosta de ler? Poxa, nem uma história divertida? Nem um conto? Uma crônica pelo menos? Isso é triste.

Eu me lembro quando eu estava no primeiro ano, pela primeira vez (rs) e um menino viu que eu estava lendo um livro sobre política. Ele ficou tão surpreso e tão indignado, que me perguntou se meus pais estavam me obrigando a ler aquilo. Claro, porque política também é chato, né crianças. E quando você estiver na faculdade e tiver aquela rodinha comunista X direita discutindo, para qual lado você vai ir? Você nunca leu nada a respeito! Nunca se aprofundou para ver qual é realmente a sua opinião. Você vai deixar ser levado na onda?

Acho que quando a maioria dos adolescentes mimizentos pensam em livros, eles pensam naqueles gigantes, empoeirados, dignos de Hogwarts, sabe? Cheio de cálculos. Não funciona assim, gente. Vou dar uma notícia que vai mudar a sua vida: Existe livro sobre tudo quanto é tipo de coisa! Você gosta de computação? Então procure um livro sobre o assunto! Não precisa ler um romance, não precisa ler poesia. Apenas se inicie nos livros. Depois as palavras vão acabar te seduzindo.

O meu ponto é: que tipo de pessoa você quer se tornar? Em que tipo de ambiente? Sabe todas aquelas horas que criticamos os nossos pais? Parece fácil, né? Mas precisamos nos policiar constantemente para não fazermos as mesmas coisas. Então em vez de criticar, tente melhorar em você. Tente ser uma pessoa melhor. Para, futuramente, ser uma mulher melhor, ou um homem melhor. Que tipo de adulto você quer ser? Um que lê ou um que não lê? 

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O que eu ando lendo

Eu ando numa fase de não ler tanta literatura assim… Eu estava em um momento em quê não conseguia ler nada. Não conseguia passar do primeiro capítulo. São fases, assim como o bloqueio criativo, eu também tenho esse, bloqueio de leitor. Então quando eu finalmente consegui voltar a ler como antes, quis ler coisas mais leves, para não abusar muito.

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Comecei a ler A Culpa É das Estrelas, do John Green. Esse livro estava bombando! Tanto que o Markus Zusak (escritor do livro A Menina Que Roubava Livros) o elogiou! A leitura flui, é bem fácil de ler, mas sinceramente? Não gostei muito não. Sei lá, quanto mais eu lia, menos gostava. É bem besterol mesmo, e no fim da história você fica meio WTF?! Mas é gostosinho de ler.

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Eu estava vagando pela Livraria e eis que essa belezinha aparece na minha frente! Louca como sou pelo Woody Allen, nem pensei duas vezes, levei logo para casa. E quando fui ler… Me surpreendi de verdade. São três histórias completamente diferentes que se passam em Nova Iorque com um item em comum: As três histórias giram em torno de Adultérios. São pequenas peças, todas muito bem escritas, com personagens que nos envolvem e quanto mais você lê, mais quer mais. Foi a minha leitura mais rápida! Sério, acho que li o livro todo em umas três horas. Eu recomendo muito!

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Eu sempre via citações do Bukowski vagando por aí, e quando fui pesquisar mais sobre as obras e a vida do autor, fiquei mais curiosa ainda. E então acabei encontrando Misto-quente na livraria. O que eu achei mais engraçado é como as pessoas acham Bukowski ‘’cult’’, e eu posso te garantir, só quem nunca leu Bukowski o acha cult! É isso o que eu mais gosto nele… Como ele é direto, honesto, simples. Sem enfeites, sem maquiagem, sem nada. É nu. Misto-quente é um dos seus livros mais famosos, e é meio que uma autobiografia. Eu amei o livro! Acho que todo mundo pode se identificar com o Henry e seus dramas. É um livro muito honesto. Só fiquei triste quando cheguei na última página e percebi que tinha chegado ao fim.

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O escritor desse livro é brazuca! É o Flavio de Campos, roteirista, professor de roteiro e consultor (script doctor) na TV Globo. É um livro mais técnico obviamente, mas não é só para quem se interessa por roteiro para cinema e tv! Acho que todo escritor deveria ler esse livro. Pelo menos no meu caso, me abriu os olhos para muitos deslizes que eu cometo na escrita. E é claro, é muito rico na arte do roteiro! Eu gostei bastante, é uma leitura muito agradável, fácil. É técnico, mas não é um técnico chato, sabe? Mas sei lá, eu sou apaixonada por cinema… Talvez alguém que não goste tanto assim ache um saco. Mas eu também recomendo, principalmente para os cinéfilos e escritores de plantão.

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Esse é o último e… Tcharan, Woody Allen de novo! Hehe. Já perceberam que sou completamente apaixonada por ele, né? Mas quando vi esse livro, alguma coisa dentro de mim apitou e eu sabia que tinha que ler. Quem curte as obras do cineasta vai gostar muito! Além de ter a filmografia completa do Woody Allen, fala sobre as lições de vida que ele transmite através dos seus filmes. Foi muito bom ler, até porque tinha muita coisa nos filmes dele que eu não me lembrava, ou que nem tinha me ligado enquanto assistia. Todo fã do Woody Allen deveria ler!

Por enquanto é só, gente. Mas eu vou tentar ir postando aqui os livros que estou lendo sempre. Espero que vocês tenham gostado, e que eu tenha despertado o lado ‘’leitor’’ de vocês! Vamos ler?

Beijos,

Ana.