Você precisa ver: Ruby Sparks

Faz um tempinho que não falo de cinema aqui, né? Agora é a hora de matar as saudades! Hoje eu vim com uma dica incrível para todos os fãs da sétima arte: Ruby Sparks.

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Esse é um filme obrigatório para todos os escritores ou quem quer se tornar um. É simplesmente fantástico, minha gente. Assim que o filme acaba dá uma vontade incontrolável de simplesmente escrever. Mas vamos a sinopse!

Calvin é um jovem escritor considerado gênio que está passando por um bloqueio criativo. Com isso, o seu psiquiatra sugere que ele escreva sobre alguém que veja Scotty – o seu cachorro que tem medo das pessoas –  e goste dele mesmo assim, do jeito que ele é. Com isso, Calvin tem um sonho com essa cena que o seu médico sugeriu, e vai correndo escrevê-la. Assim ele cria Ruby, uma artista ruiva, que gosta de longos passeios, nadar na piscina da sua casa e de caras mais velhos.

Depois de passar muitas horas escrevendo ”para passar um tempo com Ruby”, Calvin acorda atrasado para um compromisso e acaba dando de cara com Ruby na sua cozinha. Apavorado, ele tenta se esconder e imagina que aquilo é um sonho, já que Ruby não poderia existir na vida real.

Depois do conflito inicial, Calvin percebe que ele não está maluco e que outras pessoas podem vê-la. Então começa um romance real com ela. A apresenta para os seus pais, sai com ela, enfim, eles viram um casal de verdade. Mas com um bônus: Quando Ruby faz algo que ele não deseja, ele pode mudar, com algumas palavras na sua máquina de escrever.

A questão do filme é essa, se queremos uma pessoa perfeita, que corresponda aos nossos comandos, ou alguém real para dividir a vida.

Uma curiosidade: ”Ruby e Calvin”, os atores Paul Dano e Zoe Kazan são namorados na vida real! E mais, a Zoe foi a escritora do filme! Não é legal?

E aí, vocês já assistiram?

Resenha: The Life of Pi

Ultimamente eu ando tentando ler os livros antes de ver os filmes. E isso gera um grande impasse porque, hoje em dia, a maioria dos filmes são baseados em livros. E eu sou completamente cinéfila. Então não poder ver os filmes enquanto não leio os livros é realmente uma tortura. Eu já baixei tudinho no meu computador, mas, infelizmente ainda não vi On the Road, Anna Karenina, Les Miserables, dentre outros. Mas, finalmente, consegui ler The Life of Pi. E logo que terminei, fui correndo ver o filme. Então, essa vai ser uma resenha de livro e filme. Ok?

O livro.

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Logo que vi o livro nas Lojas Americanas, comprei na hora. E o li muito rápido. Não é um livro prazeroso de ser lido, confesso. É agonizante. Dá uma sensação ruim no estômago e vontade de largar o livro. As descrições são aterrorizantes. E você passa a se perguntar como alguém consegue sobreviver nessas circunstâncias. Mas eu fui corajosa, e mesmo quase tendo um ataque de pânico quando os tubarões apareciam, e sentindo um enjoo quando ele descreve a falta de água e os meios que ele lutava para consegui-la, eu fui até o fim. E não me arrependi.

Para alguns, a primeira parte do livro é chata. Mas eu gostei. Achei muito apropriada a forma como ele mostra o dia-a-dia, e as peculiaridades do Pi antes de mostrar-nos a sua luta pela sobrevivência. Na primeira parte, o autor nos conta sobre o menino indiano. Fala sobre as suas excêntricas e diversas crenças religiosas, seu amor pelos animais, a sua relação com a família e etc. Até que os seus pais decidem se mudar para o Canadá, para dar uma melhor condição de vida para os seus filhos. E aí a coisa fica feia. Ocorre um acidente no navio e o nosso héroi, Piscine se encontra em um bote com animais selvagens.

Uma coisa que não consegui compreender é como tinha tanto espaço em um bote para caberem aqueles animais. Afinal de contas, um tigre e uma zebra ocupam muito espaço, né? Talvez eu esteja enganada, mas um bote não é tão grande como eles mostram no filme. E enquanto estava lendo o livro não conseguia visualizar. Principalmente porque o autor descreve muita coisa dentro do bote, e eu não consegui imaginar. Mas tirando esse detalhe, o livro é bem bacana. Muito bem escrito e como eu disse, consegue te deixar enjoado. E desconfortável. Não tem como fazer uma leitura agradável de Life of Pi.

No fim do livro, o autor nos deixa uma dúvida que é cruel. Alguns acharam genial, mas eu não consegui digerir. Não gostei nada. Fiquei em uma dúvida eterna e extremamente irritada com o escritor. Não vou dar nenhum spoiler, então se você está curioso para saber, vá ler o livro! E depois me diga se gostou, ou se ficou irritada como eu.

O ponto forte do livro, para mim, foi como ele nos faz sentir as mesmas coisas que Pi. Enquanto estamos emersos no livro, aquela situação toda é real para nós. Nos angustiamos, sentimos sede, fome e tudo mais que Pi sente. E por isso que é tão desagradável. Eu tenho fobia de tubarão. Quando vou para a praia, raramente entro no mar. E quando entro, é por pura pressão familiar. Então vocês podem imaginar qual foi a minha reação enquanto lia a descrição exata de tubarões mortais rondando e até batendo a cabeça no bote de Pi. Eu parava de ler, ficava sem ar, me escondia no livro… E tudo o que vocês podem imaginar. E é exatamente isso que faz uma boa literatura. Essa sensação de ser real.

O filme.

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Assim que terminei de ler, fui para a locadora pegar o filme. E apesar de não ser em 3D, como nos cinemas, foi uma experiência incrível. Talvez eu esteja enganada, mas eu não me lembro de ler no livro um romance entre Pi e uma indiana. Isso aparece muito forte no filme. Mas tirando isso, o filme é bem fiel ao livro. Mostra tudo que lemos na primeira parte e na segunda. Felizmente no filme eles não colocaram os tubarões (Ufa!), acho que não incluíram porque seria muito caro e muito difícil de fazer. Pode ser isso. E eu sou eternamente agradecida. Todas as dúvidas que tive em relação ao bote, foram solucionadas por um bote bem grandinho, no filme. Mesmo sendo meio irreal, foi uma solução bem pensada, porque assim coube todos os animais e o Pi, direitinho.

Preciso bater palmas para o efeitos visuais. Ficou perfeito! Eu jurava que o tigre era real. E como o diretor (eu acho) disse: quase tudo no filme é falso! Hahaha. Mas é por conta dos efeitos visuais, né? Não dava para por um tigre de verdade lá sem que ele arrancasse a cabeça do ator. Um brinde à ciência e à tecnologia!

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Eu  sou grata por ter lido o livro e visto o filme. Com Life of Pi, eu percebi que nunca sobreviveria caso ocorresse algum problema com o navio. Sério. Eu iria morrer nas primeiras semanas. De jeito algum iria ser tão corajosa (ou estúpida) como o Pi. E mesmo um tigre sendo uma constante ameaça, eu não ia conseguir me controlar e iria abraçá-lo e fazer carinho porque tigres são gatinhos grandes, owwww (só que não).

Assim como o livro, o filme deixa aquela irritante pergunta no ar. Sinceramente, para mim foi isso que não fez o livro/filme ser melhor. Contar-nos aquela história toda para depois deixar uma questão daquelas no ar, foi muita covardia. De verdade. Argh. Não me conformo!

Mas tirando esse pequeno detalhe, tanto o livro quanto o filme são incríveis. E recomendo à todos que têm estomago forte. Mas olha lá hein, cuidado com os tubarões!

P.s: Existe uma polêmica muito grande desde que Yann Martel publicou o livro. Muitos dizem que foi uma plágio descarado de Max e os felinos, do escritor brasileiro Moacyr Scliar. E olha, não é só porque o autor é brasileiro que ficou por isso mesmo não, viu? Foi muita polêmica. Os jornais norte-americanos publicaram essa história, e foi decisão do Moacyr deixar por isso mesmo. Muito classy ele, não? Se vocês se interessarem, existe um vídeo dele falando a respeito dessa história.

Meus momentos favoritos do Oscar

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Eu sei gente, eu sei que o Oscar já aconteceu há muito tempo. Mas, como eu não tinha comentado sobre ele antes, aproveitei para rever, me emocionar novamente, e contar os meus momentos favoritos para vocês.

Não é segredo para ninguém que eu sou uma viciada em cinema. Em filmes. E principalmente, nessa indústria maravilhosa que realiza sonhos e nos faz chorar. E rir. E viajar no tempo. Então vamos começar, né?

Eu nunca chorei com os livros do Nicholas Sparks. Muito dificilmente derramo lágrimas com filmes de romance. E não, eu não chorei em Titanic. Coração de pedra? Dificilmente. Quando essa apresentação maravilhosa começou, meu corpo ficou todo arrepiado e cheguei a tremer um pouco. E quando acabou, eu estava chorando desesperadamente. É um dos momentos do Oscar que mais me emociona, e me traz orgulho de todos que participam do filme. Sim, é a performance do elenco maravilhoso de Les Misérables. Gente, até o Daniel Day-Lewis se levantou para aplaudir! O que significa que foi muito, muito foda.

Eu sou completamente apaixonada pela Anne Hathaway desde que a vi em O Diário da Princesa. Ela é uma atriz incrivelmente talentosa, engraçada e principalmente, humana. Eu amo o jeito não hollywoodiano dela e não pude deixar de derramar umas lágrimas quando ela ganhou o Oscar. Era o sonho da vida dela, e se realizou. É de arrepiar, realmente.

No Oscar, tem um momento que eles reservam para homenagear todos os grandes artistas que faleceram naquele ano. É o chamado ”In Memorian”, e é sempre muito emocionante. Esse ano ficou mais emocionante ainda pela performance incrível da Barbra Streisand. Ela cantou belamente The Way We Were, em homenagem à um amigo artista que havia falecido. Foi incrivelmente tocante.

Adele foi uma das grandes vencedoras da noite. Ela ganhou o Oscar de melhor canção original (Aliás o momento dela ganhando o Oscar é adorável! Ela fica muito emocionada e faz força de verdade para não cair no choro. Uma linda <3), mas antes de ganhar, cantou ao vivo Skyfall, a música tema do filme do James Bond. Acho que nem preciso dizer nada, né? É a Adele! Ela é maravilhosa.

Acredito que todos saibam a história do Ben Affleck, né? Há muito tempo atrás, ele ganhou um Oscar, mas nunca pensou que iria voltar a pegar em uma estatueta novamente, por conta do seu comportamento. E das besteiras que fez. Mas não só voltou, como o seu filme, Argo, ganhou diversos prêmios, incluindo Oscar de melhor filme! E o discurso dele é muito lindo. Ele agradece a esposa (e não é só um ‘obrigado’ automático. Nós realmente sentimos a profunda gratidão, amor e respeito que ele sente por sua mulher, Jennifer Garden) e fala que realmente nunca achou que ia voltar lá. E no final ele diz, super emocionado “It doesn’t matter how you get knocked down in life, ‘cause that’s gonna happen. All that matters is you gotta get up.”. LINDO! <3

Daniel Day-Lewis é a minha inspiração para a vida. Tem uma carreira sólida, é um dos grandes mestres de Hollywood e é super simples. E eu não preciso dizer que ele é lindo, maravilhoso, preciso? Bom, esse ano ele fez história ao ganhar PELA TERCEIRA VEZ (!) o Oscar de melhor ator. E o discurso dele foi super engraçadinho e lindo. Ele e a Meryl Streep são tudo de bom. Acho que deveriam ser um casal, só acho. <3

Bom, então acho que é isso. Esses são os momentos favoritos e mais emocionantes do Oscar para mim. Espero que vocês tenham curtido, apesar do Oscar ter sido à 3 meses atrás! hahaha. Depois me digam quais são os seus momentos favoritos dessa celebração maravilhosa, viu?

Resenha do filme “Elena”

Há um tempo a Ana fez um post falando de um filme e eu tava louca para ver, mas não tinha na minha cidade. Aí eu vim pro Rio e resolvi arrastar minha vó comigo para aprovar a dica cinematográfica da Ana. E foi aprovadíssima!  

Perder alguém especial quando se é adulto já não é fácil; imagina perder aos 7 anos de idade? E se a morte for um ato de suicídio? A falta de compreensão, o sentimento de culpa, a necessidade de uma resposta que não vem. Cada um lida com isso de uma maneira, principalmente se houver religião. Mas a crença religiosa não é o caso da diretora Petra Costa. Em seu documentário, sobre sua irmã Elena, não se fala sobre prática religiosa. Porém em uma cena, Petra diz que não acreditava em Deus. Nem em Papai Noel. Acreditava em Sereias, mas não em divindade. 

É curioso observar como a morte é encarada por alguém que não tem religião. A pessoa simplesmente deixa de existir, não vai para o céu nem pro inferno. Esse poético documentário tem apenas como objetivo botar um fim no luto da Petra.

Mas por que fazer disso um filme? O sonho de Elena era ser atriz de cinema e por isso, foi tentar a sorte em Nova York com 20 anos. Sonhar é diferente da realidade e quando não se está preparado para uma decepção, isso por ser terrível. Mas Petra também não tem interesse em descobrir o que deixou sua irmã deprimida. Petra quer dimensionar o tamanho do amor incondicional que Elena tinha por ela quando pequena. As pequenas encenações diante da câmera, a dança com paixão, a paz despreocupada. Não deixa de ser uma homenagem a sua irmã também, mostrando-a como personagem com virtudes e fraquezas que só grandes atrizes têm.

É relatado através da voz doce de Petra Costa, mostrando também que é um acerto de contas. Mesmo abordando problemas pessoais, demonstra também a capacidade de superar suas limitações. Anseios, mágoas e dor são comuns, mas o perdão se faz necessário. E aos poucos ele vai surgindo, embalado por um balé aquático. “A dor vira água”, afirma Petra e essa emoção que flui naturalmente desaparece.

Quem é Elena?

Imagine a cena: Você está no Youtube, prestes a ver um vídeo, quando aquele anúncio chato aparece. É muito ruim, né? Mas e se aparecesse uma propaganda maravilhosa?

Bom, foi isso que aconteceu comigo hoje. Eu estava, como sempre, fuçando e vendo uns vídeos alheios, quando me deparei com a divulgação de um filme brasileiro que promete muito: Elena.

Existem dois vídeos de Elena no youtube, o trailer, em que a própria Elena fala, e a divulgação, que é o que eu achei mais lindo, que vários atores e atrizes super talentosos, que já viram o filme e se apaixonaram, aceitaram fazer essa interpretação de ”Quem é Elena” para divulgação. É maravilhoso! Muito sensível, é pura poesia. E tem o Wagner Moura, preciso dizer mais?

Vocês estão tão ansiosos quanto eu para assistir Elena?

Para assistir: Now is good

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Sentiram falta dos posts sobre filmes? Bom, eu não poderia ficar muito tempo sem falar no meu assunto favorito, né?

Hoje eu venho com uma recomendação: Now is good. O filme é uma adaptação do livro Before I Die, e é a coisa mais linda (e triste) do mundo!

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A história é sobre Tessa (Dakota Fanning), uma adolescente de 17 que tem leucemia, mas se recusa a fazer o tratamento, alegando que a qualidade de vida é péssima. Então ela faz uma lista com todas as coisas que quer fazer antes de morrer, e vai vivendo intensamente, pondo todos os itens da lista em prática com a ajuda de sua amiga (Kaya Scodelario). E no meio do caminho, Tess acaba conhecendo o seu novo vizinho, Adam (Jeremy Irvine), se apaixonando por ele, e essa experiência acaba sendo a melhor de todas.

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Se interessou, né? Por incrível que pareça, não é aquela história clichê da menina com câncer. O filme é muito legal, muito lindo e muito triste. Pode levar o lencinho junto com a pipoca, viu? O mais legal de tudo, é ver que a melhor experiência que ela teve, não estava na lista. O filme passa mensagens muito bonitas, e que eu vou guardar para a vida. Confiram alguns quotes que me chamaram atenção (eu até os anotei no meu diário, gente!):

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”Nossa vida é uma serie de momentos. Desapegue-se. Momentos… Todos se reunindo em direção à esse.”

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”Aqui não estou doente. Não estou mais doente. Só preciso ficar nessa floresta. Ficar longe do mundo moderno e das engenhocas e aí não ficarei mais doente. Pode ficar comigo, se quiser. Eu gostaria que ficasse. Construiremos coisas, abrigos e trilhas. Vamos cultivar vegetais. Estaremos seguros.”

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“Momentos. Este é um deles. este aqui é um. Este aqui, agora mesmo, é definitivamente um momento.”

”Tessa: O que é o pior que pode acontecer? Adam: Vai doer. Tessa: Já dói.”

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Eu poderia colocar o filme inteiro aqui. Sério. Esse é um daqueles filmes que você assiste, e mesmo sem ter uma doença terminal, se identifica totalmente com a história. Se até agora você não se apaixonou por Now is Good, faça o favor de assistir o trailer:

Ah, e para quem se interessou e quer ver, tem o filme no youtube! Como eu sou muito boazinha vou por aqui <3

Make everyday count! ♡