O pior dia do ano

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As 6 da manhã de uma Segunda-feira o despertador tocou. Aquele mau-humor matinal, típico da segunda-feira começou a me inundar, e eu só conseguia pensar nas poucas horas em que eu havia dormido. Eu já disse que odeio segundas? Pois bem. Me levantei e mesmo me arrastando, fui fazer os meus deveres de manhã. Comer, lavar o rosto, aplicar protetor solar, e talvez, um pouco de maquiagem. Tudo bem, tudo certo. Mas só tem Nescau. Como pode?! Nescau é para fazer brigadeiro, isso não está certo. O uso de qualquer forma. Depois de bem alimentada, lá vou eu para o banheiro. WAIT, cadê meu protetor solar favorito? Aquele que deixa a pele sequinha? E previne acne? Cadê? Meu Deus, eu vou é ter um infarto. Toddy e meu protetor solar é coisa demais para o meu coração. Pergunta para uma mãe sonolenta. Revira o quarto devidamente bagunçado de cabeça para baixo. 6:30. Caramba, cadê esse maldito? Revira todas as bolsas. Nada. Até que desisto, e volto ao banheiro para me arrumar bem depressa. E encontro o maldito protetor na minha necessaire de maquiagem. Filho da….

Vida nova, né? Vamos para a escola, mexer as perninhas e sentir o vento frio cortar a minha pele. Só que não dá. Cacete, já são 6:45. Coloca o óculos de sol, e vai correndo para a escola. Meu pai sempre disse que eu parecia uma gazela quando eu corria, devido as minhas pernas longas. Maldito. Corre, corre, corre. Cheguei à praça, que vitoria. Tô pertinho agora. Até que chega um homem, provavelmente mendigo à minha frente com uma atitude violenta. Me lembro que além de estar segurando o Iphone, estou com um óculos caro. Droga. Uma imagem de assalto terminado em sangue vem a minha mente. Espera não, estupro. Corro desesperada com medo da minha foto sair no próximo jornal.

Enquanto corro e atravesso a rua, avisto mais um homem suspeito. E ele vem na minha direção. E me segue. O QUE É QUE TEM DE ERRADO COM ESSE DIA? Guarda o Iphone. Reflete se eles vão saber se o óculos é original. Tem tanta cópia por aí né, como eles vão saber? Ana, para de pensar, corre menina, você não quer acabar morta no mato, quer? Passos rápidos. Olhares desconfiados. Acho que a minha mãe deve ter me passado esse medo de ser estuprada/assassinada por cada pessoa que passa pela minha frente. Valeu, mãe.

Corre pelas ruas até chegar em um lugar com mais pessoas. Caramba, eu preciso chegar a tempo. Eu preciso. Ponho o pé na escola. Cheguei. Um passo seguido de outro, por uma pessoa qualquer, em um lugar cheio de faces. Entra na sala. Se lembra que tinha trabalho de matemática.

Puta que pariu.

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