Crônica: Eu odeio o Natal

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Natal em família é sempre um porre. Aliás  o Natal em si é um porre. É uma data extremamente depressiva. Sabe? As luzes de Natal, Papai Noel, árvores enfeitadas, jingle bells, HoHoHo… Isso tudo consegue te comprar a ideia do natal e da família feliz de comercial de margarina?

Acho que as luzes de Natal e essas pseudo-alegrias só servem para me lembrar o quão sozinha eu sou. O quão sozinha nós todos somos. Tira a tv, que é uma distração, e corta a internet e telefone para você ver quantas pessoas vão vir atrás de você. Não muitas, você vai ver. Só 1% dos seus 10000 ”amigos” no Facebook. Só essas pessoas, se você der sorte, e a sua família.

Família não é uma droga? Eles criticam cada um dos seus passos, te julgam e te fazem ficar dez anos na análise, mas o pior de tudo é que quando dá alguma merda eles vão correndo te ajudar.

E esse é outro motivo pelo qual o Natal é tão ruim, você é obrigado a ficar horas com uma família que você nem gosta muito. Eles não te conhecem. E você sente vontade de mandar tudo para o inferno e ir embora, mas é claro que você não vai fazer isso, porque aquela sua tia velha e gorda que só lê revistas de fofoca está falando em como o neto dela não é tão estranho como você, e ah, ele passou em medicina!

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O mais irritante de todos é o papo de O que Você Fez Esse Ano? E é claro que todos realizaram feitos grandiosos para a humanidade e não cansam de se gabar. E você? Ah… Previsível, né? Mas você sabe bem que todos eles passaram o ano inteiro com a barriga para cima, vendo futebol, bebendo cerveja, ou vendo novela e procurando um marido desesperadamente.

Um fator depressivo, que não é exclusivo do Natal, mas de festas de fim de ano em geral é o seguinte… Todo mundo tem alguém, você já reparou? E nessas festas, você fica se sentindo o único ser do planeta sozinha. E mesmo eu não sendo carente, isso é uma droga. As luzes do Natal só servem para te lembrar que você não tem um namorado. E no resto do ano, ou nos últimos meses, estava tudo bem, mas agora não mais. Antes você não se importava, mas agora você bem queria um Ryan Gosling para chamar de seu. 

A única coisa que vale a pena no Natal é a comida. E depois fazer piada da tia velha e gorda que só lê revistas de fofoca com os amigos. Acho, sinceramente, que deveria existir um Fight Club familiar de Natal. Seria muito mais honesto do que simplesmente agir se um jeito automático e agradável para tentar expor os podres das outras pessoas e esconder os seus. Isso sim é lamentável.

P.s: Espero que vocês tenham gostado da minha primeira crônica aqui do blog! Boas festas a todos! <3

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