Retrilhando

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Cá estou eu, no começo novamente. Na mesma linha. Em outra estrada. Eu queria ser a Blair Waldorf agora, sabe? Com aquela coisa de ‘‘Eu não preciso de um namorado para me sentir realizada’’ , penteando o cabelo em uma penteadeira antiga e vestindo Chanel da cabeça aos pés. Mas bem, eu não estou em um episódio de Gossip Girl.

Espera um pouco, deixa eu te fazer entender… Não que eu precise de um namorado para me sentir realizada, mas eu preciso de você, sabe? Não é uma necessidade de vida ou morte, é um querer, uma vontade. É só que é tão gostoso ficar ao lado de alguém, falando sobre o tempo, deitada na cama em um domingo qualquer. É bom poder compartilhar desde as pequenas alegrias até as grandes dificuldades. As vezes parece que para cada momento de felicidade, existem dez dores, que, cedo ou tarde, aparecerão. Isso é muito, muito triste. É tão injusto! Por que a alegria tem que ser algo passageiro enquanto a dor é algo que sempre fica? Dizem por aí que sem dor não daríamos valor para a felicidade. Mas, sinceramente, estou me cansando desse joguinho. Quero sorrir sem me preocupar com as dores que irão vir como consequência.

Mas onde eu estava? Ah sim. Você. É estranho me referir a você desse modo, como se fosse alguma coisa mais distante ou sei lá. Porque apesar de tudo, você tá aqui, pertinho de mim.

É claro que sempre vão existir outros beijos, outros corpos, outros cheiros, outros abraços. Mas… Por agora eu só quero os seus. Você me entende? Eu estou fazendo o que você me pediu, tão radical ao ponto de não saber qual batom vou estar usando daqui dez anos! Mas sim, talvez você esteja certo, pensar muito no futuro só nos enlouquece. Me enlouquece. Mas por favor, deixa esse tempo de loucura no passado, deixa para trás e vem dançar comigo aqui, agora.

Nada me impede de pensar que tudo pode dar errado. Podemos não ser fortes o suficiente. Sermos imaturos. Adolescentes que se consideram mais maduros que os outros, mas que continuam sendo isso: Adolescentes. Mas não quero pensar nisso. Não agora. Então por favor, não pensa nisso não, só fica aqui quietinho comigo, sem dizer nada, só fica comigo. A gente começa a trilhar essa estrada de novo, deixando alguns buracos para trás e passando por outros, para chegar em algum lugar bom e aproveitar a vista. Juntos. Sempre.

P.S: Eu nunca tirei a sua foto daquele meu porta-retratos.

(Talvez eu te ame um pouquinho demais)

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